Como bater-se uma menina sobre o texto

Não consigo me manter apegado (a pessoas, coisas, ideias...)

2020.05.14 05:43 novadulto Não consigo me manter apegado (a pessoas, coisas, ideias...)

Minha cabeça é meio bagunçada, então já peço desculpas antecipadamente pelo texto meio perdido hahaha.
Sou homem, atualmente com 30 anos, e tenho uma dificuldade enorme de me manter apegado a algo ou a alguém.
No âmbito de relacionamentos lembro que durante o ensino médio eu tinha meu grupo de amigos e a gente tava sempre junto, saía de fim de semana, ia viajar nalgum feriado prolongado... Mas o tempo foi passando e, uns dois anos depois de terminado o ensino médio e perdermos aquele contato diário, comecei a "cansar" deles. A gente ainda saía umas 3 vezes por mês, mas cada vez eu tinha menos vontade praquilo, tava sempre arrumando uma desculpa pra não ir, não procurava mais eles (só falava com alguém se viessem falar comigo antes), até que chegou num momento em que eles me procuravam cada vez menos e finalmente largaram mão de mim. Isso foi há uns 10 anos e eles foram meus últimos amigos de verdade (de lá pra cá tive apenas colegas).
Ainda nos relacionamentos, agora amorosos, tive minha primeira namora de verdade (as outras foram aquelas namoradinhas não tão sérias) na faculdade. Nunca fui o pegador (muito pelo contrário, quando eu arranjava alguém eu já me apaixonava e ficava com ela por uns meses), até por não ser uma pessoa que leva muito jeito na conquista (não sou tímido, converso com todo mundo, mas se for alguma garota por quem estou afim eu travo), mas sempre quis experimentar essa vida (talvez por não ter tido essa experiência e vê-la como algo maravilhoso eu tenha alguns dos problemas nos relacionamentos amorosos que vou relatar a seguir). Vejo uma mulher que me atrai e dou aquela acompanhada com o olho, fico "analisando o material" (não levem pro lado machista da coisa), dou umas fantasiadas... Não chega a ser aquela coisa nojenta de enfiar a mão na calça ou ficar secando a mulher e lambendo os beiços, e obviamente eu tento disfarçar, mas eu dou sim uma boa conferida. Fico imaginando como seria minha vida de pegador, dormindo cada noite com uma, passando um fim de semana com alguma que me agradasse mais... Mas quando começo a namorar tudo isso some - eu só tenho olhos pra minha namorada, me entrego totalmente, sou super disposto quando vamos nos encontrar (normalmente sou meio preguiçoso, de modo a preferir ficar na cama a sair pra passear)... Posso até reparar que outra mulher é bonita, mas não passa disso, de uma mera constatação (assim como posso olhar pra um homem e pensar "esse cara é bonitão" sem que isso signifique que quero pegar ele, ou pensar "que cachorro fofinho" sem querer adotá-lo), não rola qualquer olhar mais prolongado, qualquer fantasia... Até aí maravilha, acho isso até bom já que estou num relacionamento sério e ficar desejando outras não seria saudável pra mim ou pro relacionamento. Acontece que com o passar dos meses eu vou "enjoando" daquele namoro, parece que vira uma obrigação - eu continuo super apaixonado pela minha namorada, mas eu simplesmente começo a não ter mais saco pra ter que sair de casa e ir encontrá-la; junto disso começa a voltar aquele desejo por outras. E aí já não tô mais feliz, sinto que o namoro já deu o que tinha que dar e termino. Já reparei que isso começa uns meses depois que a gente começa a ter uma vida sexual mais ativa (e como costumo namorar "meninas de família" isso costuma levar uns meses), até por isso penso que talvez seja uma "programação biológica" no sentido de passar os genes adiante (apesar de essa parte em especial não rolar graças à camisinha hahaha), de modo que depois que o "objetivo é cumprido" meu organismo não manda mais os mesmos sinais que me faziam querer ficar com aquela pessoa (como se toda aquela paixão fosse só um meio de me fazer chegar no objetivo sexo). Quando termino eu penso comigo "não vale a pena, é sempre a mesma coisa - me apaixono, namoro, me dedico pra caramba só pra depois de um tempo eu me cansar daquilo e terminar tudo" e decido que não vou mais perder tempo com namoros. E aguento bem nessa, fico uns dois anos de boa com isso, até que começa a bater uma puta carência e acabo entrando num novo namoro.
Meu último namoro terminou deve ter 3 anos e até recentemente eu tava de boa com mais uma das minhas decisões de "vou ficar sozinho, é mais fácil assim", mas nessa última semana já começou a bater aquela vontade mais forte de ter um contato mais íntimo com alguém. Normalmente quando vem esse desejo (não confundir com o mero tesão) eu bato uma punheta e tá resolvido, a vontade passa (até por isso acho que o meu desejo de ficar com alguém seja mais sexual/"evolutivo" do que afetivo), mas têm vezes que não, eu bato uma, duas, três e continuo com aquele desejo de "eu quero uma namorada" e já começo a fantasiar sobre como seria a namorada perfeita, como a gente se conheceria, como seria a nossa vida juntos... Esses três últimos dias foram assim.
Importante notar que justamente por isso eu não pretendo ter filhos - além da quebra obrigatória na rotina (coloco o "obrigatória" aqui porque não vejo nenhum problema em quebrar a rotina, desde que isso parta única e exclusivamente de mim) fico pensando se um dia eu simplesmente "enjoar" deles, sem contar que quando a gente ama alguém a gente se preocupa com aquela pessoa, acaba fazendo por elas coisas que não queria ter que fazer... (já percebi que eu quero viver pra mim, que sou uma pessoa egoísta). É como diz a música:
Why can't we give love that one more chance?
[...]
'Cause love's such an old fashioned word And love dares you to care for The people on the edge of the night And love dares you to change our way of Caring about ourselves
Sério, por mais triste que possa ser dizer isso (e me sinto péssimo quando penso nesse tipo de coisa) eu sinto que minha vida seria muito mais fácil se eu não tivesse família, já que eu os amo e me preocupo com eles e isso me impede de levar a vida 100% a minha maneira, de me isolar...
Tenho esse problema de "apego" também com estudos - quando eu tava no colegial não queria nada com nada, acabei fazendo direito porque no meu meio a "sequência natural" do ensino médio é a faculdade e por achar que dos cursos existentes essa era o tinha mais a ver comigo (ledo engano). No começo eu tentava estudar bastante, comprei várias doutrinas e tudo o mais, mas realmente não era pra mim (esse é um curso que eu realmente me arrependo de ter começado). Uns anos depois abandonei e parti pra biologia. Gostei bastante do curso e no começo, novamente, eu estudava bastante, mas com o passar dos semestres ia dando aquela desanimada e eu estudava cada vez menos. Mesmo assim terminei o curso, e desse eu não me arrependo (se é pra ter algum arrependimento é de não ter feito ele logo de cara e de não ter me empenhado mais). Entretanto, durante o curso eu tive muito contato com a galera da licenciatura (fiz bacharel), até porque as turmas eram juntas, e assim que terminei o curso de biologia parti pra pedagogia (eu queria trabalhar com crianças). Assim como no direito eu tinha uma visão bem fantasiosa de como era a área e acabei não durando muito no curso (esse tá fazendo companhia ao direito na sessão de "cursos que me arrependo de ter começado" [afinal representa um tempo perdido]).
Não sei, às vezes parece até que é um mecanismo de autossabotagem (ou autopreservação), como se sempre que eu fosse começar a ficar mais por conta própria, crescer na vida, ter mais responsabilidades, eu desse um jeito de protelar aquilo e voltar à zona de conforto.
Atualmente tô prestando concursos na área de biologia e logo começo em um (apesar de continuar estudando pra ver se passo em algum melhor - de vez em quando eu pego firme nos estudos, sinto que tô aproveitando bem, mas aí de repente dá um desânimo e largo mão) - quero só ver como será, se conseguirei dar o meu melhor e me empenhar como eu gostaria ou se minha cabeça vai dar um jeito de me sabotar e se eu cederei (apesar de eu achar extremamente difícil, já que estarei ganhando dinheiro [um salário que não é bom mas também tá longe de ser ruim], poderei ir morar sozinho, colocar em prática meus planos de juntainvestir um dinheiro e talvez daqui a 30 anos ir morar no campo, viver de renda, totalmente por conta própria...
Outro problema é que eu tô constantemente mudando - às vezes eu quero uma coisa, num outro momento quero outra completamente contrária. Pra exemplificar, quando paro pra pensar em "como seria a vida perfeita" pra mim eu tenho várias versões - em uma eu encontraria uma mulher perfeita, nos apaixonaríamos e viveríamos juntos e felizes para sempre; em outra eu seria o solteirão pegador que "pega e não se apega", que vive viajando pelo mundo; numa terceira inventariam um MMORPG fodão (imagina algo em realidade virtual com conexões neurais, de modo que parece que você realmente tá ali) e eu passaria o dia jogando; e assim por diante, se aparecesse um gênio agora e dissesse "você pode escolher a vida que você quiser e ela será sua" eu sinceramente não saberia escolher.
Obs.: ao falar de "arrependimento" e "tempo perdido" eu entendo que essas experiências me ajudaram a ser quem eu sou hoje, pode ser que sem elas as outras experiências que hoje eu gostei não tivessem sido tão proveitosas (ou mesmo estivessem nessa categoria de "me arrependo") justamente porque eu não tinha a maturidade que elas me deram. De qualquer forma é difícil deixar de pensar em como eu gostaria de não ter perdido tanto tempo com elas.
Mais alguém aqui tem esse tipo de problema? Alguma ideia de como resolver?
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2019.02.18 04:13 MarlinRose Sobre a Gabruxona/Letícia e a internet

Sou eu de novo Alice escrevendo. Não vou entrar no mérito de na discussão estarem certos ou errados, porque na minha visão ninguém expressou melhor esse assunto que a Primata, aqui thread ela explica muito bem a situação. Ela tem muito mais credibilidade que a maioria das meninas que estão falando do assunto (que em grande parte do low elo, no máximo streamam e vivem na zona de conforto que vocês bem sabem) . Vão lá se querem realmente entender o assunto, o que eu posso acrescentar é que a visão dela parece se basear muito no como as mulheres conseguiram espaço na ciência, no mercado de trabalho e em várias outras áreas.
Agora sobre a Gabruxona e a Letícia, toda essa situação, era esperado talvez. Já é bem comum da comunidade em geral cagar pro que o Matta diz e já dar hate nele sem nem conhecer ele na maioria das vezes. É da educação brasileira parte da culpa, as pessoas não pensam em nada. Quer um bom exemplo ? Vamos para a politica : Você já viu algum Bolsonarista conseguir entender problemas sociais ? Ou algum esquerdista entender o básico gastos públicos ? E por aí, as pessoas se fecham nas ideologias delas e não pensam em hipótese alguma o pensamento da outra.
Vindo de um país que as pessoas são ignorantes ( e nessa tecla vou bater muito aqui) era esperado a falta de educação de ambas. Elas não sabiam nem explicar porque era errado e não tinham capacidade nem de citar exemplos de mulheres (em outras áreas que fosse) que lutaram contra esse preconceito que existe. Elas pintaram na verdade mulheres frágeis que "precisam de uma liga feminina" ou que "se ofendem com emoteszin de chat". Velho sem contar que não é errado por exemplo sair da zona de conforto e ir aprender a jogar o jogo com outras coisas, não que seja errado jogar com esses heróis, mas por exemplo, a Gabruxona tempos atrás disse que queria aprender do jogo para bater de frente nos homens do High elo com a Riven e tal. Seria errado ela treinar com o Matta (apesar da canseira atual no top) que é Challenger várias season jogando "mal" ?
Sem contar que é uma vergonha a comunidade toda dar tanta visibilidade para um caso tão pequeno de merda como esse, onde a ORG errou sim em chamar Diamante e elas em aceitar esse tipo de coisa e o BM (que chamam de "machismo" nesse caso não sei porque) que foi idiotice. É uma situação excepcional, e convenhamos, é ridículo isso ter ganhado tanta proporção considerando que o Brasil tem muito de feminicidio, estupro, violencia doméstica e fora a própria discriminação ( como a própria dificuldade de achar emprego em algumas áreas). Quer dizer banir heróis de cura/shield em jogo colorido falido tem mais importancia que isso ? Não é ser mesquinho demais ? Não é desgastar o próprio movimento feminista ?
Agora para mim, esses assédios na internet vão continuar existindo independente do que você faça. Para mim (pelo que parece) essas pessoas nunca jogaram em outros jogos online ou usaram fóruns online, ainda mais no Brasil. Não há um critério para você entre na internet, não tem uma restrição que te obrigue a ser educado. Num lugar sem educação como o nosso vai acontecer e ponto. No caso do LOL, por exemplo existe uma função chamada mute, o cara ta sendo cuzao muta e reporta depois. Pronto, façam o teste, velho, com qualquer nick isso acontece. Eu posso dizer por mim mesmo, quando eu jogava Heroes of Newerth você não tinha ideia do rage que eu tomava só por ser BR, do nada isso, muitas vezes o jogo nem tinha começado. Pra mim, isso é reclamação de quem é novo na internet e não sabe que ela é aquela face por trás da fachada de cada um. Outro caso que acontecia comigo, eu participava de um fórum de discussões religiosas : O que tinha de caras que do nada me xingavam por eu ser supostamente ateia e que não respeitavam o que eu dizia era de assustar qualquer um. De novo, eu uso essa merda (internet) faz quase 10 anos e essas coisas já existiam antes e é comum aqui. E eu defendo a ideia de que você DEVE ignorar o que acontece aqui, não é a mesma coisa que na vida real ( Onde realmente importa !!) e onde DEVEMOS manter as discussões importantes como feminismo em pauta.
Por isso eu digo, temos que lembrar que estamos na internet e de novo vou destacar, estamos no Brasil, país sem educação alguma. Você lutar por um espaço na internet é diferente do que fazer isso na vida real. Você nunca vai mudar as pessoas num lugar tão abstrato quanto a internet. No facebook existem regras contra o nazismo e nada impede de existirem grupos neonazistas no Facebook. O Twitter acontece o mesmo, ainda sim você tem várias contas que divulgam essas coisas. O lado positivo é que você pode meter o block ( a própria Gabruxona usou desse recurso, assim como a Samira Close), ou não usar e foda-se. Diferente da vida real que você não pode ignorar esses casos de preconceito e é onde vamos fazer ALGO. Eu não acho que ficar supostamente militar esses assuntos na internet dessa forma e principalmente, num jogo falido como League of Legends vai ajudar em algo.
Para mim é decepcionante ter que falar desse assunto, poderíamos estar muito bem lembrando de Marie Curie (cientista, foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel e a primeira pessoa a ganhar o prêmio em duas categorias diferentes.), Maria da Penha (ficou paraplégica devido à violência doméstica e virou líder em defesa dos direitos das mulheres. Dando, inclusive, o nome à Lei Maria da Penha.) e a Valentina Tereshkova ( foi a primeira mulher a viajar para o espaço, em 1963, na missão Vostok VI.), e entre outras várias mulheres que fizeram história. Vocês tem que entender algo, não adianta nada fazer esses alarde e não fazer nada, elas poderiam justamente ficar nessa de reclamar e continuar sendo submissas ao que a sociedade manda. No contexto do LOL, fazer o que todo mundo manda é ficar jogando com essas coisas, do que adianta reclamar desse esteriótipo se quando eu for abrir o OPGG dessas meninas que ficam reclamando a vasta maioria vai ter isso na pool.
De qualquer forma, com esse texto eu quero que vocês pensem !! Se vocês não possuem essa capacidade, me desculpa dizer, vocês são igualzinho esses moleque punheteiro que vem xingar vocês no jogo. Quer ter respeito na comunidade em geral ? Quero ver só, vá treinar e melhorar e stompar esses caras. Ahh você quer que te respeite só por ser mulher ? Isso não é machismo como dizem ? Acha que mulher precisa de café com leite ? Ou é tão capaz quanto ? Fica a reflexão para vocês lacrianes.
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2019.01.07 01:27 juniordoce As cores da Mídia Ninja

Essa semana uma polêmica cromática foi colocada no topo das paradas esquerdistas da internet. A ministra dos “direitos humanos para humanos direitos”, Damares Alves, declarou em um vídeo particular que “menino veste azul e menina veste rosa”, algo, digamos assim, meio besta se comparado com as devastadoras medidas inaugurais do governo Bolsonaro. Mesmo assim, a gravação viralizou entre os perfis da esquerda das redes sociais, e no mesmo dia, foi marcado um ato contra Damares em evento no Facebook, pela Mídia Ninja.
Em um passado não muito distante, quando cortejava essa mesma esquerda sem notar a gravidade das suas escolhas, eu era frequentemente convidado para atividades do que hoje é a Mídia Ninja, braço “jornalístico” do que conhecíamos como Fora do Eixo. Na época minha visão era pouco crítica sobre a atuação desse grupo, enquanto os caras tinham entrada em governos, grana para passagens, hospedagem e um certo prestígio, apesar do visual mulambento. Apesar dos discursos pouco compreensíveis e das longas brisas cosmológicas das suas lideranças, seus eventos eram bastante animados e aparentemente “combativos”, para quem não sentia o fedor da sua política.
Diferente de outros coletivos com dificuldades financeiras em meio a uma recessão econômica, a estrutura e o alcance da Mídia Ninja crescia a olhos vistos desde as jornadas de 2013, quando se notabilizaram por suas coberturas ao vivo das manifestações. Os inúmeros relatos de abusos psicológicos, presepadas financeiras e acusações de utilização de trabalho escravo fizeram a credibilidade do Fora do Eixo ruir, e a marca Mídia Ninja foi utilizada para encobrir essas acusações. Existem reportagens que investigam minunciosamente a prestação de contas do grupo, beneficiado por recursos de obscuras ONG’s estrangeiras, mas esse não é o objetivo deste texto. O foco aqui é a política levada à frente por eles.
Sua ideologia, em parceria com outras organizações menores, atraiu grande parte da militância de esquerda desde junho de 2013, e serviu para corromper o viés de classe de incontáveis organizações, de movimentos sociais a partidos políticos. Muitos militantes sérios tiveram sua atuação reorientada pelo identitarismo propagado pelos ninjas, tal como por uma pretensa integração ao sistema através da publicidade de grandes empresas, apoiados nos conceitos de empoderamento e representatividade. Estes entraram de cabeça no ultrapassado conceito de revolução cultural pacifista, meio demodê entre a classe média desde Woodstock. Finalmente, a juventude da esquerda pequeno-burguesa, desencantada com os partidos políticos graças à propaganda da imprensa golpista, encontrou lar nas fedorentas casas coletivas.
Esse processo de estruturação financeira e de criação de uma “base social” na classe média deu respaldo aos ninjas, que garantiram entrada na grande mídia, tão atacada por eles em 2013, e conquistaram a simpatia da classe artística carioca (leia-se Rede Globo). Hoje, boa parte dos papagaios dos programas “inclusivos” da emissora da famiglia Marinho, são simpáticos às “causas” da Mídia Ninja, que realiza reuniões da pauta periódicas no famoso apartamento de Paula Lavigne no Leblon, para depois despejar suas fantásticas idéias em algum programa de opinião da GNT. Um grupo que se considera a vanguarda da esquerda no Brasil, mas que não passa de uma cambada amorfa de cirandeiros neo-hippies, moleques de bigode e saia, cicloativistas veganos, feministas autoritárias, parlamentares oportunistas, artistas e músicos liberais, e todo tipo de paga-paus de publicidade burguesa inclusiva. Pessoas que enxergam a realidade do Brasil através de uma luneta, num planetinha iluminado por um solzinho sorridente, que fica bem distante da realidade da classe trabalhadora. “Liberais” nos costumes, e porra nenhuma na economia.
O presidente Lula segue como refém do regime golpista em Curitiba, Bolsonaro e sua gangue de generais neoliberais vão levar o povo brasileiro de volta para a idade da pedra, bases militares norte-americanas serão colocadas em território brasileiro, mas, o que movimentou a esquerda no início de 2019, essa esquerda infectada pela orientação ideológica da Mídia Ninja e de seus associados, foi uma declaração sobre cor de roupa de uma completa lunática. No mesmo dia, enquanto uma das lideranças dos ninjas postava um texto falando sobre as dores e delícias de ter uma bunda desproporcional, Lula escreveu uma carta à esquerda que dizia: “parem de bater boca e foquem nas questões econômicas”. Por aí temos algumas pistas de quais são as prioridades da esquerda-burguesa para o próximo período. Uma política ultra-centrista, anti-classista, que morreu com o Golpe de Estado contra o qual eles não lutaram. Uma política mais preocupada com azul e rosa do que com vermelho.
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2016.11.16 17:52 popeyers Ter tudo e não ter nada... Pensamentos suicidas, fraco controle emocional, desafeto e ser um estudante fracassado!

A muito tempo me sinto mal com a situação que me encontro então farei uma descrição sobre a minha vida até aqui: Nasci em uma família bem estruturada do interior do Paraná, mas a condição que me encontro é apenas “ok”, situação financeira normal sem nada a reclamar. Poderia ter sido bem melhor se meu pai tivesse ajudado minha mãe nesse quesito. Meu pai era basicamente um pilantra; convenceu minha mãe que havia cursado Direito mas que estava difícil arranjar emprego, minha avó com sua experiência de vida sempre foi contra esse relacionamento, por isso minha mãe não teve ajuda dela para se estabelecer após se formar em Serviço Social.
Antes de eu nascer e minha mãe buscar “fugir” do controle de seus pais, os meus começam a ficar juntos, se mudaram para outra cidade e abrem pequenas empresas bem-sucedidas na área de informática (com condições financeiras invejáveis, minha mãe me conta sobre os bons carros, piscinas, etc). Meu pai era um homem muito inteligente apesar de seu caráter, tinha conhecimentos avançados na área de tecnologia, principalmente porque nesta época ela apenas estava surgindo no solo brasileiro, consequentemente falava bem inglês pois estas matérias se interligavam antigamente. Logo os empreendimentos abertos eram sobre aulas desde inglês até programação (passando por coisas mais básicas como datilografia). Como estes eram estabelecidos em cidades pequenas do interior o único com tal conhecimento era meu próprio pai, sendo este o professor enquanto minha mãe cuidava da administração, limpeza e afins. Meu pai era extremamente preguiçoso e após conquistar uma grande clientela ele parava de prestar serviço, os dois começavam a ficar mal falados e então ele obrigava minha mãe a meter o pé para uma próxima cidade, onde tudo recomeçava. Também gostaria de acrescentar que meu pai era “street smart” então ele enrolava as pessoas com discursos o que ajudou bastante essa vida de gato e rato. Pulando um pouco a história, após eles terem conquistado tal má fama que não havia mais aonde eles fugirem, decidem voltar a cidade inicial (que é onde vivo até hoje). Aqui já mal falados era impossível fazer picaretagem, meu pai passou apenas a ficar em casa mexendo no computador, enquanto minha mãe trabalhava por salários medianos, graças ao curso superior. Neste meio tempo seu primeiro filho nasce, meu único irmão. Após um ano e meio minha mãe engravida de mim, gravidez indesejada por meu pai que tenta a forçar ela a abortar (inclusive dando uma pílula adquirida sem procedência por um traficante sem ela saber, ela diz que sentiu o que aquilo era e fingiu ingerir). Minha mãe sempre foi guerreira sabe? Então quando eu nasci ela teve pessoas conquistadas por confiança que a ajudaram a ir ao hospital e fazer tudo corretamente, já que meu pai se recusava a lhe levar. Eu sou um garoto loiro, de olhos azuis e de descendência germânica. Minha mãe diz que quando ela me levou para casa e meu pai me viu pela primeira vez ele desabou em lágrimas, dizendo que era a coisa mais linda que ele havia visto, parecendo um anjo e foi logo pedindo desculpas por tudo o que fez (este ato fez ela aguentar ele mais tempo).
Na minha infância inteira meu pai apenas fingia trabalhar, chegou a alugar um escritório para jogar jogos e fazer outras coisas que nunca saberemos. Não era de beber, mas seu vício em computadores e o ódio que ele carregava por tudo fazia com que ele batesse muito na minha mãe, bater a ponto de ela ficar arrebentada e afins. Pulando um pouco mais a história um dia eu ouço eles dois brigando, o que era muito comum, eu com minha inocência já havia descoberto que se eu fosse no mesmo cômodo geralmente tudo parava; fiz isto e eles dois me mandaram eu trancar a porta de uma sala junto com meu irmão dentro e não sair de lá. Após um tempo eu não ouço mais nada, saio da sala e vejo minha mãe desmaiada no chão, meu pai disse que ela tentou colocar o dedo na tomada e tomou um choque muito grande. Este ato fez com que minha mãe fosse implorar perdão de meus avós, os quais a acolheram e providenciaram o divórcio de meu pai. A minha guarda e de meu irmão ficaram com ela. Durante todo este processo era mais comum eu sequer ver meu pai, tenho poucas lembranças desta época, deve estar tudo reprimido. Mas minha vida fora dali era muito boa, tinha diversos amigos na escola, mesmo pequeno eu era centro da atenção das garotas, lembro que minha mãe mesmo sendo abusada e tendo pouco tempo me levava com meu irmão pra passear e afins (provavelmente tentando resgatar o pouco de inocência que ainda tinha). Minha vida acadêmica era de excelência, lia muito como passatempo, principalmente aquelas enciclopédias Barsa (tínhamos toda coleção e eu lia do começo ao fim). Meu pai me aplicava provas que ele criava sobre diversos conteúdos e se eu não acertasse sofria punimentos físicos, o que me fazia estudar e aprender muito rapidamente.
Após o divórcio meu pai fugiu com tudo de valor que eles haviam construído juntos, não só isso como contraiu diversas dívidas em nome da minha mãe. Graças a isto ela teve de trabalhar dobrado então eu ficava em casa sozinho, era obrigado a lavar a casa e fazer meus afazeres. Meus avós que como disse eram financeiramente bem estruturados (minha mãe em sua infância tocava piano em casa, desenhava e esculpia muito bem, e, teve acesso a ensino superior, algo raro para uma mulher do interior na época). Passei a ficar sozinho com meu irmão, o computador e a televisão haviam ficado. No começo fazia tudo o que devia, depois de um tempo eu passei a apenas assistir televisão e mexer no computador igual ao meu pai (não sei se foi um ato para fugir da minha realidade ou apenas algo que qualquer pessoa faria). Na época também tive diversos problemas de socialização, cheguei a entrar em diversas brigas na escola, inclusive uma vez quase matei uma pessoa (isto eu tinha uns 12 anos); eu sofria bullying por um grupo mais velho eles viam me enforcar no final da aula e eu saia correndo, um dia apenas um destes garotos veio sozinho me encher enquanto eu brincava com pedras, peguei uma lajota a arremessei contra ele, acertou a testa e abriu um buraco enorme (o garoto quase morreu de hemorragia). Este era filho de uma professora, como disse eu era inteligente na época, mas esta passou a me perseguir. Lembro até hoje de ter passado em primeiro lugar em um concurso nacional sobre astronomia que pegava desde a 4/5ª série não lembro em qual estava até o primeiro ano do ensino médio (estudei incessantemente tudo o que foi repassado possível cair no teste), a professora ao receber os diplomas entregou a todos que haviam passado e eu acabei ficando sem pois segundo ela colei na prova. A partir daí eu perdi todo gosto pelo estudo, e me afundei mais ainda no computador.
Isto nos traz aos dias de hoje. Não me esforcei desde aquela época em nada, sempre passei nas matérias por ter uma capacidade que eu considero um pouco mais elevada (desculpe se estou parecendo arrogante), literalmente não entregava trabalhos ou tarefas, até hoje na faculdade deixo de os fazer. Cheguei a jogar tênis onde meu professor disse que eu tinha potencial e um físico adequado, poderia jogar profissionalmente com esforço, simplesmente faltei quase todas aulas. Cursei também violão, espanhol, alemão, natação, etc (mesma história). No terceiro ano do ensino médio meu irmão estava cursando faculdade em outra cidade, eu estudando manhã, tarde e noite (o último por curso técnico de informática). Neste ano eu entrei em depressão (tinha também ataques de síndrome do pânico) e faltei tanto as aulas que reprovei por falta, engraçado que nos exames simulados estilo Enem eu sempre estava entre os 6 melhores da turma junto com pessoas que estudavam incessantemente, mesmo assim ninguém da coordenação veio socorro de mim ou de minha mãe. Meu irmão desistiu da faculdade e voltou para nossa casa. Cursei novamente o ensino médio e passei; escolhi ensino superior em Direito após ficar em dúvida entre história e filosofia (mas não queria ser professor) ou Ciências da Computação (mesmo curso que meu irmão estava fazendo, mas me afastei da ideia por medo de ficar igual meu pai).
Continuo sendo este cara relaxado que descrevi, não consigo me suceder em nada. Os trabalhos acadêmicos de apresentação eu me dou muito bem. Mas não tenho amigos na faculdade; tive relacionamentos com algumas meninas mas eu sempre me afastava a ponto de ainda ser virgem hoje aos 20 anos de idade. Peguei recuperação em Direito Penal pois não entreguei um trabalho valendo muita nota e tendo ido mal em uma prova, tinha que decorar muitos prazos e teorias, ou seja, investir tempo algo que sabemos que não faria. Tenho chance de pegar mais uma em Processo Civil – Recursos pelos mesmos motivos, a aula de hoje me fez perceber o quanto precisava desabafar. Além do mais eu percebi que meu encantamento era pela busca da Justiça, pra quem estuda Direito sabe que é um absurdo o que é feito com o Direito Positivo brasileiro, somos quase robôs em nosso cotidiano (a área Constitucional, filosófica e histórica me interessam bem mais, o motivo pelo qual não cursei estas é a pouca flexibilidade de carreira e os baixos salários {quero ser bem visto pelos demais}). Aos términos das aulas eu tenho que esperar a van que pego para ir a cidade vizinha na faculdade, faço isso me escondendo no banheiro e assistindo youtube ou navegando no reddit. Sempre balanceio minhas faltas para não reprovar, alguns términos de aula eu saio para caminhar na cidade e volto correndo para pegar a van a tempo. Ao chegar em casa estou tão estressado com minha vida merda, minha mãe idem com a dela, que eu fico extremamente irritado e chego a xingar ou ameaçar de vez em quando, então basicamente após todo este ciclo estou virando meu pai. Me recluso novamente no computador de casa. Eu acho que as pessoas da facul me veem como um cara esquisito, sem amigos, já tentei conversar com algumas, mas geralmente eu fico como algo a não se dar muita atenção sabe? Passei a nem tentar, a única coisa que eu me dedico na vida é vaidade, como perceptível na escrita deste texto; os exercícios físicos + alguns olhares que recebo de algumas meninas são a única coisa boa do meu dia (mas as que já me conhecem me enxergam como um cara chato e param de dar bola).
Nem sei o intuito do porque escrevi este texto. Acho que no meu íntimo tenho esperança de alguém me jogar uma luz; /brasil me socorra.
TL; DR: A vida inteira sofri por consequências principalmente que meu pai me trouxe, após um tempo percebi que estou me tornando igual a ele. Aos poucos vejo o fracasso que sou e tenho medo de não conseguir mudar isto.
Edit: A todos comentando sobre a busca de um psicólogo. No momento todo dinheiro que temos vai para a educação minha e do meu irmão. Sobra algo para de vez em quando fazer academia + aulas de guitarra também de vez em quando.No ano dos ataques fortes de transtornos que tive (+ reprovação) eu busquei tratamento psiquiátrico, implorei a minha família por isto. O que aconteceu foi que minha mãe nos levou a uma terapia conjunta que buscava tratamento "no amor". Me ajudou a me reconectar um pouco com ela já que nós não demonstramos afeto um pelo outro (eu não expliquei mas todo este processo fez com que ela se tornasse provedora, nunca parando em casa). Ela só quis o melhor de mim, mas acho que se eu tivesse aquela ajuda talvez estivesse em uma situação melhor. Mas eu não quero que vocês achem que a culpo, eu sei o quanto ela é foda!
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2014.12.16 01:10 bosquefeliz [ESTUPRO, VIOLÊNCIA, MISOGINIA, ABORTO, DITADURA]

Texto que roubartilhie de uma amiga minha:
Bem, como todo mundo deve saber, já saiu o relatório da Comissão da Verdade. Eu dei uma lida nele todo e tô focando mais naquela parte que fala sobre as violações contra mulheres. Se alguém quiser ler, está aqui: [http://www.cnv.gov.b…/rel…/Relatorio_Final_CNV_Parte_3.pdf]
Antes de começar a falar o que pretendo, vou colar alguns trechos dos relatos das mulheres.
"1) Eu fui muito ofendida, como mulher, porque ser mulher e militante é um karma, a gente além de ser torturada física e psicologicamente, a mulher é vadia, a palavra mesmo era “puta”, “menina decente, olha para a sua cara, com essa idade, olha o que tu está fazendo aqui, que educação os teus pais te deram, tu é uma vadia, tu não presta”, enfim, eu não me lembro bem se no terceiro, no quarto dia, eu entrei em processo de aborto, eu estava grávida de dois meses, então, eu sangrava muito, eu não tinha como me proteger, eu usava papel higiênico, e já tinha mal cheiro, eu estava suja, e eu acho que, eu acho não eu tenho quase certeza que eu não fui estuprada, porque era constantemente ameaçada, porque eles tinham nojo de mim. E eu lembro que no dia em que nós fomos presos, exatamente no dia 4, nós tínhamos estado em Cascavel, e quando a gente saiu da ginecologista, tinha um veículo militar, mas a gente em momento nenhum pensou que eles estivessem vigiando a gente, eles já estavam no encalço da gente, eles seguiram, esse dia eles nos seguiram o dia todo. E o meu marido dizia, “por favor não façam nada com ela, pode me torturar, mas ela está grávida”, e eles riam, debochavam, “isso é história, ela é suja, mas não tem nada a ver”, enfim. Em nenhum momento isso foi algum tipo de preocupação, em relação [...]. Eu certamente abortei por conta dos choques que eu tive nos primeiros dias, nos órgãos genitais, nos seios, ponta dos dedos, atrás das orelhas, aquilo provocou, obviamente, um desequilíbrio, eu lembro que eu tinha muita, muita, muita dor no pescoço, quando a gente sofreu choque, a gente joga a cabeça pra trás, aí tinha um momento que eu não sabia mais onde doía, o que doía em todo lado, mas enfim. Certamente foi isso. E eles ficavam muito irritados de me ver suja e sangrando e cheirando mal, enfim. Eu acho que ficavam até com mais raiva, e me machucavam mais ainda.
2) Eles diziam: “Onde já se viu! Acabou de parir e tem esse corpo! É porque é uma vaca terrorista”. [...] Aí começaram a me chamar de Miss Brasil, porque tinha uma vaca de verdade, leiteira, que ganhou um prêmio [...] Uma vaca chamada Miss Brasil, a vaca ganhou um prêmio. Um daqueles caras, o Tralli, trouxe um jornal que mostrava a vaca e rasgava o jornal e passava em mim. Outra coisa é que eles me tiravam a roupa [...] tinha uma escrivaninha e eles me debruçavam nua com o bumbum para cima e eles ficavam enfiando a mão. Penetração, não tive [...]. Ele me beliscou inteira, esse Tralli. Ele era tarado.
3) Começaram a me bater. Eles me colocaram no pau de arara. Eles me amarraram. Eles me deram batidas. Deram choque. Eles começaram dando choque no peito. No mamilo. [...] Eu desmaiei. [...] Eu comecei a sangrar. Da boca. Sangrava de tudo quanto era... da vagina, sangrava. Nariz, boca... E eu estava muito, muito mal. [...] Veio um dos guardas e me levou para o fundo das celas e me violou. [...] Ele falou que eu era rica, mas eu tinha a buceta igual a de qualquer outra mulher. Ele era horrível [choro].
4) Foi nesse quadro, na volta, que o próprio Nagib fez o que ele chamava de “tortura sexual científica”. Eu ficava nua, com o capuz na cabeça, uma corda enrolada no pescoço, passando pelas costas até as mãos, que estavam amarradas atrás da cintura. Enquanto o torturador ficava mexendo nos meus seios, na minha vagina, penetrando com o dedo na vagina, eu ficava impossibilitada de me defender, pois, se eu movimentasse os meus braços para me proteger, eu me enforcava e, instintivamente, eu voltava atrás.
5) Na questão da mulher, a coisa ficava pior porque... quer dizer pior, era pior para todo mundo, não tinha melhor para ninguém, né? Mas [...] existia uma intenção da humilhação enquanto mulher. Então, o choque na vagina, no ânus, nos mamilos, alicate no mamilo, então... eram as coisas que eles faziam. Muitas vezes, eu fui torturada junto com Celso Brambilla porque a gente sustentou a questão de ser noivo. Eles usaram, obviamente, essa situação, esse vínculo, suposto vínculo, além da militância, que seria um vínculo afetivo também, para tortura. Muitas vezes, eu fui amarrada com o rosto na genitália do Celso, e dado choque, enfim... fios amarrados em nós, para que levássemos choque no pau de arara [...] Uma das coisas mais humilhantes, além dessas de choques na vagina, no ânus, no seio, foi que eu fui colocada em cima de uma mesa e fui obrigada a dançar para alguns policiais, nua. Enquanto isso, eles me davam choque. [...] Celso estava sendo torturado ao lado, também com choque elétrico, me vendo nessa situação."
Estes são 5 relatos dos vários que há nos relatórios. São cinco relatos de mulheres que foram violadas de todas as formas possíveis - física, sexual e psicologicamente. Como uma das moças relatou, não era bom para ninguém, mas para as mulheres era duplamente pior, já que havia a vontade de humilhar as que ousaram se envolver em questões políticas, na militância, nos movimentos femininos e socialistas... e aí, meus/minhas amigos e amigas, o cerne da questão: quem defende a ditadura, automaticamente defende abortos forçados, estupros e violações do corpo dessas mulheres. Quem defende isso - principalmente homens -, defende que mulheres sejam estupradas em determinadas circunstâncias.
E é neste ponto em que encontramos Bolsonaro: um homem branco e ex-militar que defende a volta da ditadura. Um homem branco que humilha uma deputada perante todos os outros homens. Um homem branco, um homem rico, um homem, enfim, privilegiado em todos os aspectos sociais. E o problema em si não são os seus privilégios, mas sim, o discurso que eles acarretam. Pedir a volta da ditadura, clamar para um novo golpe militar, rir de mães que procuram os corpos de seus filhos desaparecidos, desejar estupro a determinados tipos de mulheres: isso é Bolsonaro. E não se justifica pela tal "DEMOCRACIA ". Não há nada de democrático em compactuar com violência sexual e de gênero. Não há nenhum discurso político-ideológico que torne aceitável a violência misógina deste senhor. Qualquer homem que defenda estupro, automaticamente, faz de si mesmo um estuprador. Sim, Jair Bolsonaro, você é um estuprador. E todos que o defendem também são.
Edit: Pensamentos?
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